Petroleiro em chamas após ter colidido com minas navais em Ormuz, diz a Guarda Revolucionária

Petroleiro em chamas após ter colidido com minas navais em Ormuz, diz a Guarda Revolucionária

Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, um superpetroleiro foi consumido por um incêndio após ter embatido em minas navais no Estreito de Ormuz. Horas depois, os EUA vieram desmentir a informação.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Foto: Reuters

Segundo os iranianos, a embarcação terá tentado passar por uma zona de acesso restrito a sul do Estreito de Ormuz. 

A informação é avançada pela agência Fars, citada pela Al Jazeera. 

Segundo a Guarda Revolucionária iraniana, a embarcação em causa, o "El Gaia", foi completamente consumida pelas chamas, uma vez que os esforços para controlar as chamas no local não foram bem sucedidos. 

"As tentativas de controlar o fogo foram infrutíferas e todo o petroleiro ficou envolto em chamas", adiantou o organismo militar iraniano.

A Guarda Revolucionária acrescentou que foram emitidos alertas sobre o perigo de utilização desta rota no Estreito de Ormuz e reiterou que esta zona continua sob a sua vigilância e controlo.
Tripulação de origem indiana

No último domingo, o Ministério indiano dos Negócios Estrangeiros condenou um ataque contra a embarcação "El Gaia", ao largo da costa de Omã. 

Segundo o jornal Times of India, viajavam na embarcação 14 tripulantes de origem indiana, dos quais 13 já foram resgatados. 

"Continuam as operações de resgate do cidadão indiano desaparecido", com o apoio das autoridades de Omã, destacou Nova Deli.

A Índia pediu ainda uma "desescalada imediata da tensão" e o regresso da região à paz, condenando os "ataques inaceitávies" contra navios comerciais e alvos civis. 
"Outro exemplo de mentira e intimidação"

Mais tarde, o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) indicou que as informações sobre o petroleiro atingido por minas navais são falsas. 

De acordo com o CENTCOM, o navio com bandeira do Panamá foi atingido por um míssil iraniano no mês passado, tendo ficado inoperacional. 

Este fim de semana, o navio voltou a ser atingido enquanto estava parado junto à costa de Omã. 


Numa publicação na rede social X, o Comando Central dos EUA indica que este superpetroleiro está a ser retirado por um "parceiro regional". 

"A falsa alegação da Guarda Revolucionária Islâmica é mais um exemplo das suas mentiras e tentativas de intimidação enquanto tentam impedir a passagem de embarcações comerciais no estreito", acrescenta o CENTCOM. 

(notícia atualizada às 22h43 com o desmentido por parte do CENTCOM e às 22h49 com a reação de Nova Deli)
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